Saturday, November 29, 2008
Eu acho que..
Era uma vez..
Era uma vez um pensamento teu, quase podia ser segredo meu
E teu!
Era, quem sabe, um tempo de inventar, subir o teu corpo, cair do teu sonho
E ficar em nós.
Era uma vez um medo que voou, que se fez asa, sopro, ar
Nunca mais voltou.
E eu sem saber porquê fui atrás, e ainda o vi,
Esconder-se de mim.
Era, talvez, um tempo de te amar.. era, talvez, um tempo de sentir.
Era uma vez um pensamento meu, quase podia ser segredo teu
E meu!
Era, quem sabe, um tempo de inventar, subires o meu corpo, caíres do meu sonho
E ficares em nós.
Era uma vez um sonho que não sei, que se fez asa, sopro, ar
Quase lhe toquei.
E a pressentir porquê fui atrás, e ainda o vi,
A esconder-se em mim.
Era, talvez, um tempo pra te dar.. era, talvez, um tempo de te amar
O tempo que não foi tempo não passou, o sonho que se fez pele e se guardou.. aqui ficou.
E, no teu olhar, fica pra sempre um tempo de te amar
Se eu me transformasse em música era esta...
sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
pensa em mim protege o que eu te dou
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
E
Wednesday, September 24, 2008
Wednesday, February 06, 2008
Ironia em Penamacor..
.. Haja Latosa!!
HÁ SEMPRE..

O monarca, é recordado, apenas, pela humilhante perda das colónias americanas e pelos seus ataques de loucura. Enquanto ocupou o trono, Jorge III teve cinco episódios de profunda e prolongada perturbação mental.
MAS.. foi o monarca, sob cujo reinado os ingleses dominaram os oceanos, derrotaram Napoleão e expandiram o império até às dimensões de uma superpotência.
... O REVERSO DA MEDALHA
Friday, October 19, 2007
Amândio...

Cá está. O Amândio Gomes tem 43 anos e é reformado. O Amândio Gomes, como qualquer Amândio Gomes reformado aos 43 anos, liga para os programas televisivos de opinião pública.
Ora, na verdade, se o Amândio Gomes tem 43 anos e está reformado, ninguém quer saber da opinião dele para rigorosamente nada.
Salvo aqui uma hipótese: o Amândio pode ser aleijadinho. Nesse caso, se ainda tem faculdades para falar ao telefone, está muito bom para trabalhar. Mesmo aleijadinho.
... ÉS O MAIOR!!
A História..
Os números fazem-me pensar.. "porque não vinha isto no meu livro de história??"
Bombardeamento de Dresden(8-2-1945)
Total de bombardeiros - 800
Total de bombas lançadas - 3000
Total de vítimas - 135 000
e se pensar que em Hiroshima morreram 70 000 pessoas; em Nagasaki 36 000.. que somados são ainda menos 29 000 (!!) que Dresden.. enfim...
.. Dentro da História
Saturday, October 06, 2007
Não Creio..
Parece que há muitos portugueses preocupados com as críticas que são feitas à Polícia Judiciária e chegam até a responder, tentando salvar o que resta de Portugal. Uma inutilidade em duas frentes: Portugal, em geral, não tem salvação e os ingleses não podem falar.
Ora, há um brasileiro abatido a tiro no dia dos atentados em Londres, ainda que o seu único delito tenha sido usar um blusão fora de moda, que pode falar na eficiência da polícia inglesa. Também a casa que foi invadida por um exército de polícias mascarados de fantasmas e que supostamente estava cheia de terroristas mas por acaso só tinha estudantes estrangeiros pode dar um contributo importante para esta discussão.
Na ilha, a probabilidade da polícia ter sucesso numa investigação é muito inferior à de uma criança perder um rim no caminho para a escola. Somos nós que vamos desafiar estes senhores?
Uuuu...
Será..
Tuesday, August 21, 2007
Apenas Mais Um..
Na sexta-feira, segundo dia do Freedom Festival, uma mulher que frequentava o festival deu entrada no hospital de Santa Luzia, em Elvas, tendo sido depois transferida para o Hospital Distrital de Portalegre, onde acabou por falecer. O médico que chefiava o banco de urgências não quis revelar as causas, remetendo os resultados finais para a autópsia. Também outras pessoas que estiveram no Freedom Festival foram assistidas por "coisas ligeiras", disse uma fonte do hospital à Lusa. Durante o fim de semana deram entrada no hospital 30 pessoas com suspeita de overdose.
A responsável pelas relações públicas do Freedom Festival, refutou, em declarações à agência Lusa, responsabilidades da organização em relação a eventuais incidentes registados no âmbito do festival. A mesma responsável garantiu que esteve a trabalhar um grupo de cerca de 400 pessoas, entre os quais 60 elementos de segurança e uma equipa da Cruz Vermelha Portuguesa, com três viaturas em permanência.
A terceira edição do Freedom Festival, dedicado à música trance, aconteceu junto à albufeira do Monte Chaminé, próximo de Elvas.
.. Festival de VERÃO!
Dona Branca..
Os bancos fazem agora venda ambulante. A ideia é enfiar cartões de crédito na carteira das pessoas. Os vendedores estão em qualquer lugar.
No outro dia e ali no OeirasPark, aproxima-se uma rapariga jovem com um sorriso que prometia. Depois de nos cumprimentar, a mim e a um amigo, começa a venda. Tratava-se de um cartão de crédito que, nas palavras dela, não é como os outros.
Antes de ouvirmos com atenção a ladainha do costume, não pudemos deixar de reparar nos avassaladores seios (sem dúvida uma apreciadora fanática de batatinha do Funchal!!) que a rapariga levava para a venda, visíveis, estou certo, da outra margem do rio. Umas mamas incontáveis, que eram desnecessariamente ajudadas por um artefacto engenhoso, disfarçado na roupa, que as empinava três torres Vasco da Gama acima do rio. A ver pelas glândulas, o plafond prometia.
Sobre a conversa, pouco há a dizer. Pose pirosa, tiques brejeiros e algum atrevimento. Falava connosco como falará com as amigas nos átrios dos centros comerciais ou nas saídas às docas. Um desplante. Queria tanto vender que concordava sempre connosco, até quando lhe disse que não gostava de bancos nem com molho de tomate. “Eu também não” – disse ela, como se fosse capaz de distinguir um banco de uma cabine telefónica.
Durante a fraude, assumiu que ganhava uma comissão, como se alguém pensasse que era voluntária. Mas saiu-lhe mal o gesto humilde. Só de pensar que aquela comissão podia ir parar às mãos de um império chinês de contrafacção, em troca da malinha Louis Vuitton ou dos óculos Prada, era incapaz de aderir ao cartão.
Não fui na conversa da rapariga, ao contrário do meu amigo, que ainda estava fixado naquelas duas serras de ladeiras íngremes que se ergueram inesperadamente no horizonte.
Depois de preencherem os formulários, apostei comigo que, obstinada como era, aquela mulher não desampararia a loja antes de me perguntar novamente se eu não queria mesmo aquele maravilhoso cartão. Claro que perguntou e claro que voltei a negar a “oferta”. Foi quando quis saber porquê e comecei a pensar que estava a ser assaltado. Talvez aqueles seios fossem a arma. Ser agredido por uma mama daquelas na cara podia levar os três ramos das forças armadas a procurar o meu maxilar no Tejo.
Depois de umas palavras, a comissionista finalmente percebeu que não teria sucesso e que estava a perder tempo. Foi então atacar para outro lado.
Com esta estratégia, os bancos começam a desvendar a face mais fraudulenta do seu negócio.
Simplesmente..
De todas as marcas, a mais antiga é a Sapa, com fábrica na Volta do Duche, hoje explorada por Francisco Barreto das Neves, mais conhecido por “Chico Neves”. Através de documentos, não é possível determinar a relação de parentesco entre “Maria Sapa”, nascida em 1756, e os outros Sapas, também de Ranholas, e que nessa localidade fabricavam queijadas. Considera-se, no entanto, que eram todos daquela família, oriunda daquela localidade.
Em meados do século XIX, aparece em Ranholas uma Maria das Neves, casada com Manuel Antunes, ela da família “Sapa” e que também fabricava o afamado doce.
Com a inauguração do caminho-de-ferro, em 2 de Abril de 1887, o trânsito pela estrada de Lisboa começou a reduzir-se gradualmente e os industriais de queijadas que, até essa data, vinham aos domingos fazer a sua venda a Sintra utilizando burros, viram-se na necessidade de transferir para a vila o seu negócio.
Respeitando a receita dos seus antepassados, as queijadas fabricadas actualmente continuam a merecer a fama que criaram.
Camilo Castelo Branco, no seu livro “Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”, cuja primeira edição é de 1863, diz a certa altura: “Basílio levava na algibeira do albornoz um embrulho de queijadas da Sapa.” A que Sapa se refere? Atendendo a que a primeira contribuição industrial que pagou Francisco Antunes das Neves está datada de 1871 (referente à fábrica de Ranholas) parece poder concluir-se que se refere a seus pais, a Maria das Neves (dos Sapas) e marido Manuel Antunes ou, então, a uma irmã da primeira, Josefa das Neves, que, nessa data distante, também fabricava em Ranholas o mesmo doce com a designação de “Sapa”.
.. INSUPERÁVEIS!!






