Tuesday, August 21, 2007

Dona Branca..

Os bancos fazem agora venda ambulante. A ideia é enfiar cartões de crédito na carteira das pessoas. Os vendedores estão em qualquer lugar.

No outro dia e ali no OeirasPark, aproxima-se uma rapariga jovem com um sorriso que prometia. Depois de nos cumprimentar, a mim e a um amigo, começa a venda. Tratava-se de um cartão de crédito que, nas palavras dela, não é como os outros.

Antes de ouvirmos com atenção a ladainha do costume, não pudemos deixar de reparar nos avassaladores seios (sem dúvida uma apreciadora fanática de batatinha do Funchal!!) que a rapariga levava para a venda, visíveis, estou certo, da outra margem do rio. Umas mamas incontáveis, que eram desnecessariamente ajudadas por um artefacto engenhoso, disfarçado na roupa, que as empinava três torres Vasco da Gama acima do rio. A ver pelas glândulas, o plafond prometia.

Sobre a conversa, pouco há a dizer. Pose pirosa, tiques brejeiros e algum atrevimento. Falava connosco como falará com as amigas nos átrios dos centros comerciais ou nas saídas às docas. Um desplante. Queria tanto vender que concordava sempre connosco, até quando lhe disse que não gostava de bancos nem com molho de tomate. “Eu também não” – disse ela, como se fosse capaz de distinguir um banco de uma cabine telefónica.

Durante a fraude, assumiu que ganhava uma comissão, como se alguém pensasse que era voluntária. Mas saiu-lhe mal o gesto humilde. Só de pensar que aquela comissão podia ir parar às mãos de um império chinês de contrafacção, em troca da malinha Louis Vuitton ou dos óculos Prada, era incapaz de aderir ao cartão.

Não fui na conversa da rapariga, ao contrário do meu amigo, que ainda estava fixado naquelas duas serras de ladeiras íngremes que se ergueram inesperadamente no horizonte.

Depois de preencherem os formulários, apostei comigo que, obstinada como era, aquela mulher não desampararia a loja antes de me perguntar novamente se eu não queria mesmo aquele maravilhoso cartão. Claro que perguntou e claro que voltei a negar a “oferta”. Foi quando quis saber porquê e comecei a pensar que estava a ser assaltado. Talvez aqueles seios fossem a arma. Ser agredido por uma mama daquelas na cara podia levar os três ramos das forças armadas a procurar o meu maxilar no Tejo.

Depois de umas palavras, a comissionista finalmente percebeu que não teria sucesso e que estava a perder tempo. Foi então atacar para outro lado.

Com esta estratégia, os bancos começam a desvendar a face mais fraudulenta do seu negócio.

.. dos Tempos Modernos!!

1 comment:

Estado_de_Sitio said...

Fiseram um estudo explicado aqui http://avidaocontrario.blogspot.com Talvez ela tenha lido o artigo em questão e aproveitou o trunfo, ou melhor os trufos que possuía
Resultou com alguns.....